Calculadora e como interpretar a carga
A forma mais rápida de internalizar a escala de carga interna é brincar com os parâmetros. A calculadora a seguir aplica a fórmula carga = minutos × (intensidad / 10)² × CA em tempo real. Carregue um dos presets para ver casos canônicos (agachamento pesado, prancha, corrida, HIIT, pliométricos), ou ajuste os valores para um cenário seu. O botão "Comparar dois exercícios" abre uma segunda calculadora para ver dois casos lado a lado.
Elige un ejercicio canónico o «Personalizar» para editar los valores. El total se recalcula al instante.
Ejercicio
Ao carregar os presets você verá padrões reveladores:
- Um agachamento 4×8 a RPE 7 e um HIIT 6×30 s a RPE 9.5 dão cargas parecidas (~4 UA). O HIIT tem muito menos volume, mas a sua intensidade quase máxima compensa ao quadrado.
- O longão de 10 km acumula ~3× a carga do agachamento. Faz sentido: uma hora a RPE 6 é trabalho sério que o organismo sente.
- Agachamento 5×1 a RPE 10 (1RM) sai baixo em UA (~1.3) porque são apenas 50 s de trabalho ativo. O estresse neural do 1RM é complementado sempre com tonelagem e % 1RM, não com a UA isolada.
- Saltos no caixote 5×5 somam pouco trabalho ativo, mas o seu CA de 1.8 os coloca em pé de igualdade com o agachamento pesado — o que reflete o alto impacto neural e articular dos pliométricos.
Estes contrastes são a razão pela qual a UA não é usada isolada. Ela é sempre interpretada junto às métricas externas (Camada 2) e aos indicadores derivados (Camada 3).
Como interpretar os números
A carga UA é relativa. O importante não é o valor absoluto de uma sessão, e sim o padrão ao longo do tempo:
- Comparar entre semanas: na semana passada ele acumulou mais ou menos carga?
- Detectar saltos bruscos: subir mais de 30 % de carga semanal em relação à média de 4 semanas ativa o indicador ACWR.
- Equilibrar planejado vs realizado: se o prescrito somava 50 UA e o cliente fez 25, há um desvio significativo que merece conversa.
- Acúmulo vs descarga: em uma semana de descarga a carga deve cair para 50-70 % da média recente, não para 90 %.
- Olhar as três camadas juntas: uma sessão com pouca UA mas tonelagem altíssima em pernas não é "leve". Uma sessão com muita UA mas CA baixo em tudo é provavelmente cardio longo.
Limitações
- Séries sem intensidade não computam: se não houver RPE/RIR/%1RM nem referência equivalente, essa série não contribui para o total. Não se assumem valores padrão.
- O CA é subjetivo: dois coaches vão atribuir CA diferentes. Não existe verdade absoluta. O importante é a consistência dentro do sistema de cada coach.
- A força máxima sai baixa em UA: um set de 1RM traz pouquíssimo tempo ativo e, portanto, pouca UA. A métrica relevante para força máxima vive na Camada 2 (tonelagem, % 1RM). A UA não a substitui.
- Não prevê a fadiga individual: a carga é uma ferramenta de programação e monitoramento, não um modelo fisiológico do cliente específico.
- Não substitui a observação: se o cliente acumula carga baixa mas relata esgotamento, a UA não capta isso. É preciso combiná-la com feedback subjetivo (sono, energia, dores).
- O descanso prescrito não é contabilizado: duas sessões com o mesmo trabalho ativo mas descansos bem diferentes terão a mesma UA, ainda que a densidade real seja diferente.
O que ler depois
Volte ao modelo de três camadas para revisar como se encaixam carga interna, métricas externas e indicadores derivados. As referências científicas do modelo estão na página principal do guia.
O coeficiente CA de cada exercício
O que é o coeficiente CA, como ele captura o quanto um exercício estressa por unidade de trabalho e quais valores de referência usar ao cadastrar um exercício no TrainerStudio.
Como acompanhar com formulários?
Use formulários para coletar informações estruturadas dos seus clientes: avaliações iniciais, check-ins e pesquisas de satisfação.